Durmo num barco
na verdade, durmo num navio
onde não sei pra onde
onde sozinho, está vazio
Durmo numa rua inteira
onde ninguém ousa passar
onde poderia correr
onde chega a doer, deitar
Durmo numa clareira
onde tanto espaço chega a me aprisionar
não encontro pra onde fugir
pois há lugar demais pra explorar
Por fim, quando estás
durmo enfim na cama
onde ao olhar pro lado
encontro o cheiro de quem ama
Mesma cama essa
que é barco, rua, floresta
quando estás, preenches
quando não, a mim não presta
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