Até onde vai o orgulho
É mesmo capaz o filho abandonar a mãe por erros que já geraram arrependimento?
Até onde vai o ciúme
Que mesmo disfarçado, deixa cair lágrimas, faz a gente se sentir sozinho?
Até onde vai a razão
Para quem insiste em engrossar a linha que a divide da emoção, mas as vezes se esquece de mantê-la?
Até onde vai o amor
E será ele capaz de suportar uma mudança de vida, uma traição, erros cometidos e desastres familiares?
Até onde vai o dinheiro
Que na sua presença trás a risada, mas que quando se vai deixa as lágrimas molharem o chão?
Até onde vai a música?
Se é que vai para algum lugar, pois o que chega às massas hoje é um lixo com um pouco de melodia
Até onde vai o desejo
E será ele capaz de se mantêr por 30 anos, para depois acabar, quando é descoberto que há mais prazer em outros lugares?
Até onde vai o ser humano
Capaz de trair o prórpio irmão, deixando marcas tão fundas, que até fingem ser esquecidas, mas ainda doem se nelas souberem tocar?
Até onde vai o respeito
E a própria capacidade de omitir falas e pensamentos pelo bem que se tem aos pais, que tanto amamos?
Até onde vai a família
A ponto de se abraçar na dor, mas no desespero virar as costas?
Até onde vão as conversas
E por que será que gosto tanto quando elas se prolongam?
Até onde vai a ousadia
Que muitas portas já me abriu, mas que também soube me puxar o tapete e fazer bater a cabeça?
Até onde vamos nós dois
Que estamos juntos e sem pretensão de pensar em um fim, e que nos amamos com todas as forças?
Até onde vai a escrita
Que se minha mente permitisse, já teria acabado na quarta ou quinta estrofe?
Por fim, até onde vai meu coração
Que já foi muito longe, mas não cansou, e ainda trás a poesia, a inpiração, o amor pelas pessoas ao meu redor e ainda tem espaço suficiente para abrigar tudo que diz respeito à você?
Até onde vai, admito não saber
Mas se vai pra frente, amor, tá legal.
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