Ali, há um mês e um pouco mais, o vento levou duas flores, e uma chama a se encontrarem. Bateram-se os três, ali na frente da universidade, ali mesmo.
Duas flores imponentes, de grande significado. Cravo e Tulipa se bateram com tamanha força, que o choque foi engraçado. Ambos eram iguais, viam-se um no outro, tinham os mesmos gostos, falavam do mesmo jeito.
A chama do castiçal tremeluzia em uma risada contida, provinda de algum lugar de Goiás...Como era fofa!
E aquilo ali durou umas duas ou três horas. Aquele papo, aquelas semelhanças que não paravam de brotar, como se no baque inicial, ambas deixassem cair sementes que, com o calor da chama, e a luz do sol (ou seria da lua? É, da lua) cresciam e se mostravam em formas de semelhanças.
As flores eram diferentes por fora. Mas traziam dentro de si um pólen que era do mesmo gosto aos beija flores da vida. Eles eram tímidos, mas imponentes. Altos, porém frágeis. Engraçados, entretanto sérios e românticos. E, antes que me faltem os conectivos da língua portuguesa, eles eram as duas faces do mesmo ser. Posso dizer, que eram conectados pelo pólen.
O cravo era preto, bonito, elegante. Já o Tulipa (sim, O Tulipa) era azul, não tão bonito, nem elegante, mas muito mais extrovertido. Foi ele quem puxou o assunto de qual melodia daquele jardim o cravo mais gostava, e surpreendeu-se ao perceber que eles gostavam dos mesmos passarinhos, que, "algum dia", tocaram ali. Tinham o mesmo vício pelo que posso chamar de "última noite", e gostavam de algo como "me chame volta". Meros humanos não iriam entender. A melodia juntou as flores, e eles resolveram fazer a sua própria. Uma canção para louvar a lua, mas em plena luz do sol. Foi lindo para Tulipa, observar o enamorar da Lua e o Cravo.
Passaram-se alguns minutos, o cravo deixou a lua por um instante, e as duas flores entrelaçaram as pétalas em um abraço banhado de risadas e de "missão cumprida". No mesmo dia perceberam que faziam o mesmo som em uma música, cortaram a mesma pétala no mesmo lugar. Era verdade. Eles eram irmãos. Os irmãos de plástico. Sim, as flores eram de plástico, e os titãs tratam de explicar o por quê!
Acho que ficou suficientemente sucinto de informações, e espero, daqui a anos ou meses poder escrever mais histórias de Cravo e Tulipa.
Acho que ficou suficientemente sucinto de informações, e espero, daqui a anos ou meses poder escrever mais histórias de Cravo e Tulipa.
Um abraço, cravinho, teu irmão tulipa aqui te adora, e tem orgulho de ti, por ser simplesmente você!


0 comentários:
Postar um comentário