skip to main |
skip to sidebar
Dos mais variados conceitos para filosofia, há um que eu particularmente me familiarizo: Filosofia, a arte de pensar e refletir. E, juntando isso, com o que aconteceu comigo hoje, decidi que a crônica do dia falaria sobre a filosofia na lembrança, afinal, há algo que nos faça pensar mais que o próprio passado?
Dormi mal, tarde, e ainda por cima esqueci de botar o celular a despertar. Estava um zumbi na sala de aula, mas um zumbi participativo (Com ressalva para a aula de história, que estava fantástica!). Fui embora, quase perdi o ônibus, e quando desci, eu lembrei de umas coisas que há muito aconteceram. Eu lembrei de um anjo que me acompanha. Mas lembrei do anjo quando ele era mais novo, mais magro talvez, mas igualmente alegre, como nos dias de hoje, e sempre, aliás.
Lembrei do meu primeiro álbum de figurinhas, e de como o anjo trazia as figuras escondidas nos bolsos e mandava eu tatear, ou deixava na bolsa da mochila de futebol, e eu procurava...Lembrei de como ele vinha com caroços nos joelhos, e eu ficava apavorado, mas quando ele tirava era um kinder ovo. O anjo era e ainda é o melhor anjo do mundo! Lembrei das mágicas de multiplicação das balinhas, das fotos antigas, minha mãe comendo macarrão, eu sentado no sofá, eu com uma toca ""dirigindo". Lembrei de um acidente que tive com um anjo também, ele bateu em um carro meio verde, afundou a porta do coitado, meu anjo é desastrado...
Tenho essas lembranças, mas fazia tempos que não pensava nelas. E a lembrança aguça, ressalta essa passagem temporária que vivenciamos todos os dias, né? Hoje o anjo não me trás mais kinder ovo, nem figurinhas (eu nem álbum tenho) mas ele ainda me faz rir, ele ainda é o meu anjo. Por mais que grisalho, mais pesado, meio abatido, pelo estresse do trabalho, mas ainda assim, perfeito.
O tempo levou minhas figuras, os chocolates, as balas, as fotos, mas me trouxe o violão, o videogame novo, me trouxe os livros (não vivo sem meus livros), e me trouxe uma coisa que eu sempre quis, e nunca havia realizado. O tempo trouxe o prazer de compôr uma música com o anjo. Você pode pensar que deliro em chamá-lo assim, mas, meu deus, a voz justifica a denominação.
O tempo levou meu irmão também, e, antes, o que era um jogo de videogame depois da faculdade, virou uma ligação pelo skype. O que foi o abraço, até as brigas, viraram lágrimas ao telefone. Ele não faz ideia de o quanto faz falta, sem ele me sinto um guerreiro sem lança, eu preciso lutar, mas não vejo como. Meu irmão, junto com o anjo, me inspiram e motivam a escrever cada linha, cada verso. A tocar cada acorde, a chorar cada lágrima salgada, carregada de sentimento.
O tempo agrediu minha base, àquela que mais me conhece, que mais me entende. Vai consumindo aos poucos sua saúde, mas ela tem à mim, e sabe disso. Sei que não sou lá o melhor filho do mundo, brigo de mais, discuto de mais, choro de mais, mas ela e todo mundo sabe que eu amo de mais.
O tempo me tirou o vôlei todo fim de semana, me tirou as noites dormindo no sofá, me trouxe lembranças, me deu histórias a contar.
Dedico esse texto à essas três pessoas.
O anjo, por ter me criado, me dado noção de caráter, de tudo. Agradeço-o por ser chato, por que se não tivesse sido assim, não faria nada. Agradeço-o por me escutar quando quero mostrar uma música, por me incentivar e me dar apoio em cada uma das minhas decisões, agradeço e peço para que ele nunca esqueça que é o melhor pai do mundo, e que, por mais que eu não possa ser nem metade do que ele é, eu vou tentar ser motivo de orgulho para ele.
Agradeço à meu irmão, por que mesmo estando longe, ele me ilumina, e me dá força para escrever. Se não fosse por ele, hoje eu não teria esse blog, não teria escrito tantas coisas. Eu agradeço à ele por ser o meu maior exemplo, na vida, no trabalho, no amor. Meu irmão me deu coisas que mais ninguém pôde dar. Ele me formou o gosto musical, o gosto pelos livros, ele foi, e ainda é, a razão do meu sorriso, da minha brincadeira.
E por último, mas nem de longe a menos importante, a minha mãe. Essa sim, eu discuto, brigo, tenho até medo as vezes. Mas o que ela fez de mim, nada pode apagar. Ela me ensinou que chorar não é fraqueza, me ensinou que não podemos desistir. E essa eu não tenho só a agradecer. Eu, aqui, devo, como filho, como pessoa, pedir desculpas por fazê-la chorar. Mãe, você não merece nenhuma lágrima que não seja de alegria. E, se, às vezes, eu brigo com você, é por que quero o teu bem. Saiba que sempre terá alguém pra te levantar da cama, pra te cuidar quando estiver velhinha, para te abraçar toda e qualquer vez que pedir, pra dizer que te amo e lembrar de como falava as capitais quando era pequeno. Obrigado, meu amor.
É importante que qualquer um que esteja lendo saiba que esse texto é um desabafo, um desabafo banhado de lágrimas. Mas também um pedido. Um pedido para que nunca deixem de dar valor à família, pois este sim é o melhor bem que temos no mundo. Nada vai ser maior do que ver o teu irmão chorando de orgulho na tela do computador, do que ver seu pai e sua mãe te aplaudindo, numa peça te teatro, num show de rock. É esse tipo de coisa que faz a vida valer a pena. que faz o sorriso ter um motivo. Se eu choro agora, saibam, principalmente vocês três, que é de alegria. Que é de amor, que é o amor que eu sinto por vocês que me inspira os versos, os parágrafos. E que cada linha que eu escrevo, seja no papel, no computador, ou em pensamento, é pensando em vocês. Eu os amo, com todas as minhas forças.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Lembranças
Dos mais variados conceitos para filosofia, há um que eu particularmente me familiarizo: Filosofia, a arte de pensar e refletir. E, juntando isso, com o que aconteceu comigo hoje, decidi que a crônica do dia falaria sobre a filosofia na lembrança, afinal, há algo que nos faça pensar mais que o próprio passado?
Dormi mal, tarde, e ainda por cima esqueci de botar o celular a despertar. Estava um zumbi na sala de aula, mas um zumbi participativo (Com ressalva para a aula de história, que estava fantástica!). Fui embora, quase perdi o ônibus, e quando desci, eu lembrei de umas coisas que há muito aconteceram. Eu lembrei de um anjo que me acompanha. Mas lembrei do anjo quando ele era mais novo, mais magro talvez, mas igualmente alegre, como nos dias de hoje, e sempre, aliás.
Lembrei do meu primeiro álbum de figurinhas, e de como o anjo trazia as figuras escondidas nos bolsos e mandava eu tatear, ou deixava na bolsa da mochila de futebol, e eu procurava...Lembrei de como ele vinha com caroços nos joelhos, e eu ficava apavorado, mas quando ele tirava era um kinder ovo. O anjo era e ainda é o melhor anjo do mundo! Lembrei das mágicas de multiplicação das balinhas, das fotos antigas, minha mãe comendo macarrão, eu sentado no sofá, eu com uma toca ""dirigindo". Lembrei de um acidente que tive com um anjo também, ele bateu em um carro meio verde, afundou a porta do coitado, meu anjo é desastrado...
Tenho essas lembranças, mas fazia tempos que não pensava nelas. E a lembrança aguça, ressalta essa passagem temporária que vivenciamos todos os dias, né? Hoje o anjo não me trás mais kinder ovo, nem figurinhas (eu nem álbum tenho) mas ele ainda me faz rir, ele ainda é o meu anjo. Por mais que grisalho, mais pesado, meio abatido, pelo estresse do trabalho, mas ainda assim, perfeito.
O tempo levou minhas figuras, os chocolates, as balas, as fotos, mas me trouxe o violão, o videogame novo, me trouxe os livros (não vivo sem meus livros), e me trouxe uma coisa que eu sempre quis, e nunca havia realizado. O tempo trouxe o prazer de compôr uma música com o anjo. Você pode pensar que deliro em chamá-lo assim, mas, meu deus, a voz justifica a denominação.
O tempo levou meu irmão também, e, antes, o que era um jogo de videogame depois da faculdade, virou uma ligação pelo skype. O que foi o abraço, até as brigas, viraram lágrimas ao telefone. Ele não faz ideia de o quanto faz falta, sem ele me sinto um guerreiro sem lança, eu preciso lutar, mas não vejo como. Meu irmão, junto com o anjo, me inspiram e motivam a escrever cada linha, cada verso. A tocar cada acorde, a chorar cada lágrima salgada, carregada de sentimento.
O tempo agrediu minha base, àquela que mais me conhece, que mais me entende. Vai consumindo aos poucos sua saúde, mas ela tem à mim, e sabe disso. Sei que não sou lá o melhor filho do mundo, brigo de mais, discuto de mais, choro de mais, mas ela e todo mundo sabe que eu amo de mais.
O tempo me tirou o vôlei todo fim de semana, me tirou as noites dormindo no sofá, me trouxe lembranças, me deu histórias a contar.
Dedico esse texto à essas três pessoas.
O anjo, por ter me criado, me dado noção de caráter, de tudo. Agradeço-o por ser chato, por que se não tivesse sido assim, não faria nada. Agradeço-o por me escutar quando quero mostrar uma música, por me incentivar e me dar apoio em cada uma das minhas decisões, agradeço e peço para que ele nunca esqueça que é o melhor pai do mundo, e que, por mais que eu não possa ser nem metade do que ele é, eu vou tentar ser motivo de orgulho para ele.
Agradeço à meu irmão, por que mesmo estando longe, ele me ilumina, e me dá força para escrever. Se não fosse por ele, hoje eu não teria esse blog, não teria escrito tantas coisas. Eu agradeço à ele por ser o meu maior exemplo, na vida, no trabalho, no amor. Meu irmão me deu coisas que mais ninguém pôde dar. Ele me formou o gosto musical, o gosto pelos livros, ele foi, e ainda é, a razão do meu sorriso, da minha brincadeira.
E por último, mas nem de longe a menos importante, a minha mãe. Essa sim, eu discuto, brigo, tenho até medo as vezes. Mas o que ela fez de mim, nada pode apagar. Ela me ensinou que chorar não é fraqueza, me ensinou que não podemos desistir. E essa eu não tenho só a agradecer. Eu, aqui, devo, como filho, como pessoa, pedir desculpas por fazê-la chorar. Mãe, você não merece nenhuma lágrima que não seja de alegria. E, se, às vezes, eu brigo com você, é por que quero o teu bem. Saiba que sempre terá alguém pra te levantar da cama, pra te cuidar quando estiver velhinha, para te abraçar toda e qualquer vez que pedir, pra dizer que te amo e lembrar de como falava as capitais quando era pequeno. Obrigado, meu amor.
É importante que qualquer um que esteja lendo saiba que esse texto é um desabafo, um desabafo banhado de lágrimas. Mas também um pedido. Um pedido para que nunca deixem de dar valor à família, pois este sim é o melhor bem que temos no mundo. Nada vai ser maior do que ver o teu irmão chorando de orgulho na tela do computador, do que ver seu pai e sua mãe te aplaudindo, numa peça te teatro, num show de rock. É esse tipo de coisa que faz a vida valer a pena. que faz o sorriso ter um motivo. Se eu choro agora, saibam, principalmente vocês três, que é de alegria. Que é de amor, que é o amor que eu sinto por vocês que me inspira os versos, os parágrafos. E que cada linha que eu escrevo, seja no papel, no computador, ou em pensamento, é pensando em vocês. Eu os amo, com todas as minhas forças.
Mais de mim!
Blog Archive
-
▼
2012
(32)
-
▼
junho
(25)
- Lembranças
- Casamento. Tipos, comportamentos e gastos.
- Eles falam
- Finalmente.
- Em um jardim de pedra...
- Entre miltons e planícies.
- Repetindo
- Canção ao irmão mais velho.
- As faces da dolorosa verdade.
- No fundo
- Velho mundo novo
- O não-amanhecer do dia
- O corredor.
- O fazer.
- Crise de existencialidade e outras manias
- Mensagem
- Confuso...
- RELIGIÕES: NÃO DISCUTAM. NÃO VULGARIZEM. RESPEITEM...
- Verdade de adolescente
- A corredora
- Coração de um suicida
- Desistência
- Crônica!
- Para Lua e Flor
- Suplicando...
-
▼
junho
(25)
Quem sou eu
Tecnologia do Blogger.


0 comentários:
Postar um comentário